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Lançamento do livro; Da Beringer à Ursa Maior - Explorando os Segredos da Língua Russa

Tem uma novidade chegando logo logo, é o livro do autor Astrofísico Deivid Borges,  intitulado:

"Da Beringer à Ursa Maior - Explorando os Segredos da Língua Russa"

Você poderá acompanhar assim que estiver disponível em: sua página do Clube de Autores - Deivid Borges

“Pessoas de sucesso sempre sonham mais alto.

Então, boa noite!”

Astrofísico Deivid Borges

Resumo

 Metodologia para o aprendizado da língua russa, em associação com as nossas tarefas e acontecimentos do dia a dia, família, trabalho, estudos, notícias e atividades sociais. História da Rússia, símbolos, feitos e identidade cultural, ortografia, conversações, sotaques e pronúncia, guia de palavras da astronomia, saúde, engenharia e diversas profissões. Gastronomia, Cidades, Estados e Regiões, Times, Esportes, Salários, Estilo de Vida, Animais, Feriados e Festas, Planetas, Cometas, Asteroides, Meteorito, Meteoroides, Exoplanetas, Sistemas Estelares, Buracos Negros, Satélites Naturais (Luas), Fenômenos da Natureza, Rovers, Landers, Satélites, Foguetes, Naves e Aeronaves, Astronautas e Missões Espaciais, Química, Geografia e tudo sobre os segredos do idioma russo na terra e no espaço.

 Ìndice para catálogo sistemático:

Russo, Idiomas, Linguagens, História, Astronomia, Curiosidades.


Dedicatória 

Muitas vezes o ser humano precisa questionar a saúde mental daqueles que o criticam, para não tornar-se um como deles.

Saber ouvir às criticas é crucial para o seu sucesso, saber ignorar os tolos também!

Quando tolos falarem para você parar é porquê está no caminho certo, quando sábios falarem para você parar é porque está no caminho errado.

O maior problema não está no que você faz e sim em quem você escuta!

Não se  trata dos seus interesses ou escolhas certas ou erradas, mas para onde àquele caminho irá te levar!

Você terá duas opções ao ouvir uma crítica; desanimar e achar que é impossível ou exatamente por ser impossível ter a alegria de motivar-se à tocar um objetivo único, que ninguém jamais além de você conseguirá alcançá-lo!

Acreditar em si mesmo é ter o poder do Lanterna Verde,

o poder da Força de Vontade!

Aos bons conselhos da vida!

E aos amigos que o dinheiro e a inveja não podem comprar!


Introdução 

Quem é astronauta e não sabe russo não é um astronauta de verdade, imagina ficar preso no espaço e não poder voltar para casa porque não entender os comandos ou a escrita da nave?

 Na ISS (a Estação Espacial Internacional) os códigos, comandos e grande parte da comunicação e escrita estão em russo, mostrando assim a importância deste idioma para as relações internacionais.

 E assim começa mais uma incrível história de aprendizado no idioma mais gelado do planeta!

 Boa sorte e boa viagem!


 Sinopse: Da Beríngia à Ursa Maior

Em uma narrativa que entrelaça ciência, história e superação pessoal, Deivid Borges apresenta uma jornada única através do tempo, do espaço e das fronteiras linguísticas. O livro explora a conexão profunda entre o passado remoto da humanidade e o futuro da exploração espacial.

A história acompanha Cristian Reyes de Castillo, um astrofísico colombiano que, desde a infância, demonstrava um génio precoce ao construir telescópios com materiais reciclados. Lidando com uma condição mental desafiadora que transforma alucinações em inspiração, Cristian persegue o sonho de se tornar astronauta e desvendar os mistérios da Lua como alternativa energética para a Terra.

Ao seu lado está Angelina, uma mulher cuja existência é marcada pelo fenómeno da "invisibilidade social", permitindo-lhe atuar como uma figura quase angelical em hospitais e zonas de conflito. Juntos, eles cruzam caminhos que ligam a Beríngia — a antiga ponte de terra que permitiu o povoamento das Américas — às estrelas da constelação da Ursa Maior.

Através desta odisseia, o leitor é introduzido aos segredos do alfabeto cirílico e da língua russa, ferramentas essenciais para a sobrevivência na Estação Espacial Internacional (ISS). Misturando factos históricos sobre a Kievan Rus e os czares com uma narrativa ficcional lúdica, a obra propõe que a verdadeira exploração espacial começa com o entendimento das nossas origens terrestres e o domínio do conhecimento técnico e cultural.

Uma raça vinda de uma galáxia agonizante, cujo planeta foi engolido por um buraco negro, envia uma frequência que desafia o tempo-espaço, e agora por causa deles o céu da Terra não pertence mais aos homens. O que começou como um silêncio inexplicável nos satélites culminou no "Grande Clarão", um evento cósmico que mergulhou a população global em uma escuridão. Enquanto as metrópoles mergulham no caos e no silêncio, sombras e luzes de outros sistemas estelares — os habitantes de mundos gelados muito além da Ursa Maior — começam sua empreitada silenciosa para reivindicar recursos de um planeta cujos donos agora vagam no escuro.

As únicas luzes de esperança brilham longe da atmosfera terrestre. Nas colônias autossuficientes da Lua e nas bases de mineração de Marte. No centro desta crise está uma equipe improvável de heróis, usando uma idioma universal como linguagem de espião, a Terra precisou cruzar a sua Beríngia Cósmica para encontrar aliados para nossa galáxia, o despertar entre mundos, É neste cenário de crise que a verdadeira natureza das "alucinações" de Cristian é revelada: ele não está doente, ele está sintonizado em uma frequência proibida. Ao seu lado, Angelina, uma mulher que possui o estranho dom da "invisibilidade social", torna-se sua âncora e guia. 

Enquanto o Dr. Insônia e figuras de poder como o Ministro Europeu Cálice manipulam a política dos Impérios Latino e Oceânico, uma conspiração de proporções cósmicas vem à tona. Nessa mesma hora uma esperança surge, o Projeto Alvorada, uma iniciativa secreta que envolve a criação de humanos fora da terra em bases individuais e tecnologias alienígenas guardadas à anos pela Terra, promete trazer à tona seres com possibilidades físicas e tecnologicas sobre-humanas. O destino de toda Terra está em jogo, quando o ápice da batalha começa, e as cenas dos próximos capítulos aguardará os resultados deste embate final.

"Da Beríngia à Ursa Maior" é mais do que um manual de aprendizagem; é uma homenagem à resiliência humana, à curiosidade científica e ao desejo de tocar o infinito.

Disponível em: https://clubedeautores.com.br/livro/da-beringia-a-ursa-maior

Paradoxo



Paradoxo
Estou Patro-Citiado,
É patrocínio por todos os lados... 
E até mesmo em Diamantina
Não existem tantos Montes Claros! 

Passei em Curral de Dentro
E deixei aberto uma Porteirinha
Saiu boi igual Formiga
Com sininho e Ladainha... 

Na Capelinha apagam a Luz?! 
Roubaram as Pedras de Maria da cruz!!! 
Pedra Azul e Ouro Preto
Da Princesa Januária
Cássia decifra o roubo:
_Tragam um Juiz de Fora pra área! 

E fizeram um juramento
Pra seguir aqueles passos
Só acharam ouro branco
E dois riachinhos calmos... 

Presidente JK e Governador Valadares,
Com duas cartas na Manga 
Umas Sete Lagoas foram pros ares... 

Fizeram um Ribeirão das Neves
Só com a Lagoa dos Patos de Minas... 
E as outras seis um Mar de Espanha,
Pra cair na Veredinha
Pontiaguda e Espinosa
Que desaguam nas Salinhas. 

Lá pegaram umas Momonas
E venderam à Teófilo Otoni 
Que avista duas mulheres
Em um Belo Horizonte. 

Dona Euzébia e Cristina
Vendem caldos no mercado
Caldo de galinha, caldo de cana,
Caldas Novas e Poços de Caldas... 

Entregariam ao Guarda-Mor
As Momonas que haviam guardado
Elas iam pro Comercinho
Clandestino da cidade. 

Mas à perderam num Florestal
Perto da Fronteira dos vales
Onde a Luz era abundante,
Igarapé e Pequi no monte
Onde a boiada de Rodeiro
fez o claro virar preto.

Quando escutei os Tiros
Do Guarda-mor,
Abri a porteira do ribeiro
Tombos eu levei... 

Mas Cássia viu as maravilhas
Das Momonas que escondia
As pedras preciosas do dia
Que também eram de outras Três Marias.






Sotaques



Sotaques



Deu mei dia na labuta
O meu rango fui buscar,
Numa roda de amigo
Os meu causo fui contar.

Poizé cumpadre nem te conto
Minha prima foi nu mato,
No orvaio da manhã
Pegar lenha pruns trocado.

E saiu um trós-sço prêto
Do tamanho de um moleque,
De baixo duma pedra n'água
E ela fugiu igual Chevette.

Noutro dia fui pescar
E peguei um peixe miúdo,
Otro peixão mordeu a isca
E levei junto o graúdo.

O aluno da minha muié
Que adora matar aula,
Sumiu trer dia da cidade
E de pé junto ele jurava.

Diz que foi abduzido
Pros marciano lá de marte,
Igual gelatina a câmera
E todo resto tava em parte.

Uai, no interiô eu tava um dia
Passei de carro e ninguém via,
Quando deu altas madruga
Do cemitério gente saia.

Saia com as velas na mão
Zarôio e com os ossos de fora,
Sô. E eu pedia pro mio Deus
Um doutor pra essa gente agora.

Quando isquicia a procissão
A minha gasolina acabou,
Vi uma égua isfoguiada
Entrar num disco voador.

Que maldade que fizeram sô
Com a cabeça do animal,
Quando cheguei na minha casa
Vi minha sogra no quintal.

Me abraçô e deu uns trocado
Tudo nôvo no cenário,
Acordei desse pesadeio
Quan vi meo cartão usado.



Grande Minas Gerais by Deivid Borges e Carlinhos

Grande Minas Gerais   by Deivid Borges e Carlinhos
Grande Minas Gerais   by Deivid Borges e Carlinhos
Esta foi uma das músicas que Deivid Borges (eu) e o Carlinhos da banda (Los Chicos - de Januária-MG) usamos para concorrer no Fenac, Festival Nacional da Canção em 2014. Entretanto não avançamos de fase. A Letra é de minha autoria e a música é de autoria do Carlinhos. Ahh não posso esquecer, essa música música está presente no livro 'Projeto Poesia Regional - Paisagens Mineiras'  onde o eu conto em detalhes como e porque ela foi feita além de relatar tudo sobre outras músicas minhas também..

© DEIVID BORGES - LETRA | © CARLINHOS - MÚSICA



VALENTES HERÓIS


Evitaremos dizer nomes
Os feitos são angelicais,
Trago conto e histórias
Dos heróis desse gerais.

Que clamavam independência
Do estado à nação,
E impediram o triângulo
De deixar nossa união.

Demarcaram o território
Estiaram as bandeiras,
Desbravaram nossas matas
Construíram as igrejas.

Com a pedra sabão na mão
Gesso e materiais,
Levantaram esculturas
E obras monumentais.

Liberdade aos escravos
Ainda mesmo que tardia,
E o fim da ditadura
É a nossa garantia.

Tirar  crianças da rua
Para na escola passar o dia,
Dormindo e se alimentando
E estudando com alegria.
  
Esses valentes heróis
Deram o sangue pra nação,
Salve hoje muitas vidas
Com sua contribuição.

Nossa gente e as florestas...
Necessitam de ação,
E os mais dificultosos
Que não vêem opção.

Salve os peixes, salve a água
Salve o gado e a plantação,
Mais saúde, menos fome
Pede a população.

Seja forte, seja heroico
E ajude a multidão,
Pois o orgulho dos valentes
É o papel do cidadão.

© K DEIVID BORGES

VIDA POR VIDAS

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SENTIDO MÁGICO




SENTIDO  MÁGICO 

Porque as mulheres 
Fazem mágicas comigo?   

Pedem meu número 
E fico sem telefone.     

Pedem dinheiro 
E perco a carteira.   

Pedem um beijo 
E perco a cabeça...     





MEU INHOTIM



Minas, porque das tuas três
Fumaças saem tantas Marias?

Porque das tuas sete terras
Saem tantas lagoas?

Porque das tuas águas
Saem tantos olhos?

Porquê teus homens pretos e brancos
Valem tanto ouro?

Porquê visitam os teus rios
Mansos, doces, novo?

Porque nos sentimos tão firmes
Quando chegamos aos teus portos?

Porque são tão ricos e belos
Os teus nomes?

Porque se mostra tão verde
As tuas matas?

Porque nas lagoas de minas há
Tão grandes e formosos patos?

Porquê ao seu oriente vê-se  os
Mais belos e inspiradores horizontes?

Porquê são tão claros e belos
Os seus montes?

Porquê é tão hospitaleira
Essa gente de primeira?

Porque é tão fundo
O seu córrego novo?

Porque o sucesso do teu repouso
Nos levam ao jardim da esperança?

Porquê tuas divisas novas
São tão alegres?

Porque os teus rios
Entre folhas são tão leves?

Porquê em meio a altos montes,
Os teus campos são assim?
Belos, azuis e floridos para mim?

Qual o limite desta terra
Vales, campos não tem fim?
Me responde oh terra mineira
Aonde está o teu Inhotim...

Aonde está o teu Inhotim?
Aonde está o teu Inhotim?
Me responde oh terra mineira:
Aonde está o teu Inhotim?






MAR DE MINAS



Tua água navegável
Os teus portos sempre firmes,
Tuas viagens são tranquilas
Tuas praias inesquecíveis.

A carranca abre o caminho
De belezas naturais,
Calmo, doce  e profundo
É o mar de Minas Gerais.

Logo ali fica as salinas
E ali pescadores em alto mar,
Aqui nunca fica sem-peixe
E o fervedouro é pra lá.

Lindas águas das veredas
Desembocam nesse mar,
E o fruto dos seus buritizeiros
É sobremesa no jantar.

Portos, pontes e rochedos
O caminho é assim,
E até mesmo na Espanha
O mar de Minas não tem fim.

Belas e altas cachoeiras
Igarapé e ribeirão
Várzeas, córregos entre rios
No grande mar todas cairão.

Tuas águas são compridas
São vermelhas e formosas
Onde os patos, peixes e lontras
Nadam ou fazem a desova.

Tuas lagoas são tão calmas
Onde o mar é sua paisagem,
A água boa dos teus poços
Te convida a essa viagem.





TERRA DO OURO



Pau-Brasil, Minas Gerais
Diamantina, Ouro Preto
A vila mais rica deste mundo
Fica em torno desse meio.

Centro, sul, leste, triângulo
Terra de mineiro sério,
Mucuri, vale do aço
Que trabalha com minério.

Diamantina e Ouro Preto
Deixa o seu rio mais limpo,
Trabalhando a céu aberto
No seu sítio de garimpo.

Portugal enriqueceu
Como nunca mais se viu...
Inglaterra, porquê
Minas Era o bolso do Brasil.

Ouro, gás, aço, petróleo
Minas sempre foi assim,
Da tua terra a sua riqueza
Pros empregos não ter fim.

Ferro gusa e cimento
Temos a todo momento,
Vales, montes e cavernas
Que nos trazem o sustento.

Terra, brita e areia
Do cascalho ao minério,
Até suas águas valem ouro
E estamos falando sério.

Essa terra é de verdade!
Minas é rica demais,
E tua pedra mais preciosa
É o povo de Minas Gerais.





TRIÂNGULO MINEIRO



Libertas que será tamem
O triângulo mineiro
Proclama sua independência
Em solo brasileiro.

Dona beija oportuna
Convenceu os oficiais,
A impedir que o triângulo
Esquecesse os Gerais.

Minas sem o seu triângulo
Seria um vazio com fundo branco,
De sua bandeira a sua história
Jaz sem glória vive aos prantos.

Só teria a liberdade
De aos poucos se acabar,
Se o resto do estado
Resolvesse protestar.

Minas hoje a esse povo
Agradece os seus feitos,
Os mineiros e o triângulo
Tem estado mais perfeito.

Estado alegre e estado firmes
Tudo há de melhorar,
Pois pior só tem um jeito
Se sem o triângulo minas ficar.




SER MINEIRO

 SER MINEIRO
 SER MINEIRO 


Ser mineiro é maneiro
É maneiro ser mineiro,
Tua origem, tua história
Honra o país inteiro...

Nossas lutas e vitórias
Transformaram a nação,
Hoje o esporte nos alegra
Com seu time campeão.

Nossa veia é musical
A beleza é deslumbrante
Nossa perna é radical
E o coração é de estudante.

Temos olhos para a arte
Peito para a educação
E com o nosso braço forte
Vozes pra revolução.

Ser mineiro é maneiro
É maneiro ser mineiro,
Tua cozinha nos encanta
E teu povo é guerreiro.

Tua moda de viola
Povo humilde e hospitaleiro,
Causo, conto, lenda e história
Do terreiro ao travesseiro.

Na saúde ou na doença
Ser mineiro não tem jeito,
Tem só festa e alegria
Arraiá o ano inteiro.

Tua cozinha eu agradeço
Pão de queijo, brigadeiro,
Que saudade da vozinha
Fogão de lenha e o tropeiro.

Ser mineiro é maneiro
É maneiro ser mineiro,
O teu rio nos felicita
Se é passeio, eu primeiro! 



MINEIRÍNDIOS

MINEIRÍNDIOS
MINEIRÍNDIOS


Opará, Opará...
Onde você vai parar?
Nossa história, tua riqueza
Norte dos Xacriabá.

Dos Tupi, Guarani
E do tronco macro-jê
Pardo, doce, grande e sul
Nossa vida é você.

O Puri, Xucuru
Aranã e Caxixó
Kariri, Pankararu
Araxás e Pataxó.

O Mokuriñ, Xacriabá
Krenak e Maxakali,
Os guerreiros que fizeram
Nossa história até aqui.

Nas cavernas há relatos
De vida dos ancestrais,
Hoje vejo ilustrações
De animais monumentais.

Vemos fauna e a flora
Arquiteturas naturais,
Na cultura e na história
De toda Minas Gerais.

Desde o rio das águas rasas
A enseada do rio grande,
Minas tem a sua história
Com os índios interessante.

Itacolomy, Peruaçú
Itambé, Caparaó
Grande sertão veredas
E a serra do cipó.

O rio preto, Itatiaia
Papagaio e caraça
Ibitipoca e rio doce
E a serra da canastra.


Itacarambi e Unaí
Itamarati e Araguari
Grupiara e Uberaba
Itaguara e Ituiutaba

Gurinhatá e Araxá
Itajubá e Ibiá
Bocaíuva e Itabira
Guaxupé e Ipatinga.

Guiricema e Inhapim
Iguatama e Manhumirim
Inimutaba e Tanhandu
Pirapora e Paracatu.

Manhuaçu e Paraguaçu
Ita pedra, Açu grande
Para rio, mesmo onde
A escrita em Tupi,
Saiba o que a
Palavra esconde.



Jequitinhonha

Jequitinhonha
Jequitinhonha


Vale do Jequitinhonha
De saudade está em dores,
Aonde foram os seus homens?
Aonde estão seus trabalhadores?

A falta de jovens e adultos
É um caso muito sério,
Só não falta cidadão
Onde hoje é o cemitério.

Tuas mulheres e crianças
Se tornaram artistas natos,
Na arte da olaria
E fazer artesanato.

Na casa de pau-a-pique
Com argila, com madeira,
Longe da água do rio
Com subida, com ladeira.

Longe também da escola
Quando quebra a condução,
Planto sempre pé de milho
De mandioca, de feijão.

Salve nossa mata atlântica
E o turismo nos Gerais,
Com nossos parques e cavernas



COZINHA MINEIRA



O cheirinho de milho verde
Da cozinha da vovó
Reunia a casa inteira
E ninguém ficava só.

Causos, contos e histórias
Sempre que ficava frio,
E a lenha aquecia
As brincadeiras do meu tio.

Sempre um franguinho caipira
Se metia a cantar,
E o pezinho de moleque
Brigadeiro dava lá.

Toda vez que em meio a história
Um cafezinho alguém nos dá,
Acompanhando um chá de erva,
Um mingauzinho de fubá.

De manhã um pãozinho de queijo
Ou pãozinho na manteiga,
Com mais um café com leite...
E ainda aguardo a sobremesa.

Dessa vez minha mãezinha
Preparou uma surpresa,
Beijuzinho de tapioca
Pessoal já tá na mesa.

Pro almoço um feijãozinho
Com tutu ou com tropeiro,
Com linguiça, com legumes
Com galinha ou torresmo.

Repolho, couve ou alface
Arroz, mandioca ou inhame frito,
Angu, quiabo e farinha
E também ovos batidos.

Sobremesa o melado
Com queijo ou requeijão,
Marmelada ou goiabada
Banana, laranja ou mamão.

No jantar sopa e legumes
Arroz com ovos estrelados,
Jiló, quiabo, batata, mandioca
Feijão simples ou com farinha virado.

Minas tem o seu sabor
Minas tem suas vitórias,
Tuas panelas e os fogões
Tem cheirinho de histórias.




MINEIRIDADE

MINEIRIDADE
MINEIRIDADE


Minas não faz parte do Brasil
Minas não faz parte do mundo,
Se no universo Minas você não viu
É porque minas está em tudo.

O leite mineiro:
Vai pra via láctea
O Cruzeiro e as estrelas:
São só dos mineiros
Os corpos Atléticos:
São só dos mineiros
O queijo é de minas
E o pão é mineiro
Até mesmo os Americanos
São dos mineiros...

Minas não faz arte
Minas é arte,
Minas não tem mar
Minas é mar.

Mesmo na Espanha
O mar de Minas não tem fim,
E até mesmo um cego
Vê a arte no Inhotim.

A riqueza de suas terras
Foi o bolso do país,
Com sua fauna e sua flora
Até nós somos feliz.

O sertão, o Pantanal
As carrancas e o gás,
Confecções, artesanatos
E o aço de Minas Gerais.

Minas não tem tempo
Minas não tem idade,
Minas pertence aos mineiros
E os mineiros a mineiridade.


Aula de matemática
Sobre o triângulo mineiro...
Passa Quatro e Três Marias
São Sete Lagoas mesmo?

E o Delta de Passa Vinte
Unaí então...
Com as terras de Virgolândia
E o café Três Corações.

Mineiro não pensa
Mineiro não toca,
Mineiro sô matuta
E faz as moda de viola.

Se mineiro é brasileiro
Sei que isso não tá certo,
Brasileiro é inteligente
Mas mineiro é esperto.

Tem mineiro até no Chile...
No passado e no futuro,
Minas tá no mundo inteiro
E os mineiros tão em tudo.

Minas tem cavernas
Minas tem histórias,
Até povos de outros planetas
Veio ver as nossas glórias.

A riqueza de suas terras
Foi o bolso do país,
Com sua fauna e sua flora
Até nós somos feliz.

O sertão, o Pantanal
As carrancas e o gás,
Confecções, artesanatos
E o aço de Minas Gerais.

Minas não tem tempo
Minas não tem idade,
Minas pertence aos mineiros
E os mineiros a mineiridade.

NORTE ESQUECIDO

NORTE ESQUECIDO - Acabou meu pequi E sobrava o pecar O sinal transgredir E de carro passar.

Norte de Minas Gerais
Terra que agente conduz,
De dia falta água
E de noite falta luz!

Seu estado é tão crítico
Que não tem remédio ou governo,
Só recebestes uma visitinha:
E é a do sol, o dia inteiro.

Seca-se a erva,
Põe-se o sol...
Mosquitos, insônia
E calor no lençol!

Se digo que sou do norte
Não me chamam de mineiro.
Baiano ou goiano
Também não receio...

Houve um ano
Que faltava sossego,
Tiravam cinco SUJeitOs
E 'ainda faltavam prefeitos'!

Logo abrisse um edital
E fizesse um concurso:
Porque prefeito pro norte?
É um artigo de luxo!!!

No mês falta médico!
Na semana enfermeiro!
No ano hospital!
E no dia pedreiro...

Nem podia levar
As grávidas potra cidade,
Posto e gasolina
Acabou de verdade...

As filas de veículos
Chegavam na escola!
Professores em greve
E protestos agora.

Nas ruas afora
Com os moleques descalço...
É pipa! ebola! puro descaso!
A balsa não passa,
E o serviço escasso.

Terminou o petróleo
Energia e o gás!
Presidente e dentista
Nem ponte faz mais!

Acabou meu pequi
E sobrava o pecar,
O sinal transgredir
E de carro passar.

Pois a noite choveu
E a luz ela levou,
Saí da igreja num breu
Mas em casa ela voltou.

Acendi uma vela
E o cristão foi orar:
Que a fartura dessa terra
Possa um dia voltar...

O estado parece andar
No seu rumo sem o norte,
Até nos livros de estória
Confirmamos essa sorte.

Na escola um dia duvidei
E ao professor fui perguntar:
O norte é uma terra boa?
Respondeu: Tudo o que se planta dá.

K. DEIVID BORGES - POEMAS, POESIAS E CANÇÕES



MISCIGENAÇÃO



Bem-vindo São Paulo
A sua Paraíba
Pra somente os racistas
Cito uma parte da Bíblia:

A terra o fruto
Logo vai te negar...
Mas como não negaria
Se sem água ficar?..

Há mais cidades em Minas
Que países no mundo,
Minas tá no mundo inteiro
E os mineiros tão em tudo.

Se carioca e paulista
Sentem inveja dos gaúchos,
Dos mineiros nem se fala
É um artigo de luxo.

Por isso sou mineiro
Bem localizado,
No sertão, na caatinga
Mata atlântica e cerrado.

Humilde e hospitaleiro
Povo miscigenado
Falta pão? Dividimos...
Todos no mesmo barco.


Com a Itália sua cozinha
Noutro patamar chegou,
E com os índios e os portugueses
Sua cultura renovou.

Os africanos nos tornaram
Povo humilde e acolhedor,
Com os chilenos e argentinos
Cada vez mais batalhador.

Com os paulistas nos negócios
Mato Grosso a plantação,
Cariocas na malícia
E os goianos no modão.

Com os baianos no sossego
Capixabas no astral,
Uruguaios na inconfidência
Saudades no Distrito Federal.

Minas é exemplo
E um orgulho pra nação,
Salve o povo mineiro
E sua miscigenação.

 



PAISAGENS MINEIRAS




Vejo a Maria Fumaça já
Cortando os seus montes,
E os pescadores lançam redes
Logo abaixo de suas pontes.

Lindas praças na cidade
Fontes d'água a brilhar,
E na panela de pedra
Um pequizinho pra animar.

Vejo as mais lindas igrejas
Pôr-do-sol e construções,
Tua lua prateada
Lindos vales e mansões.

Vejo as vilas mais antigas
E pessoas a nadar,
No teu grande e imenso rio
Um navio vai navegar.

As carrancas nos teus barcos
E as cavernas monumentais,
Minas de ouro, trem de ferro
E o cerrado das gerais.

Vejo o teu carro de boi
O café e as plantações,
Benjamin Guimarães
E as suas mais belas ações.

Vejo a tua cavalhada
Reis, quadrilha e as noitadas,
Pão de queijo, rapadura
Goiabada e coalhada.

Brigadeiro, pé de moleque
Vejo o teu povo alegre,
Forno de lenha e a cachaça
E o conto das alma penada.

Teu folclore e as cantiga
Vejo as moça bonita,
Os teus campos e as flores
Minas tem muitos amores.

As veredas e chapadas
E as belezas naturais,
Essa terra acolhedora
Não esquecerei jamais.